domingo, 30 de novembro de 2008

O que muda nas pirâmides etárias no Brasil


Esses gráficos acima apresentam outra característica das gerações mais novas: elas promovem uma queda na taxa de natalidade. É verdade, enquanto os casais das gerações antigas tinham, na maioria dos casos, mais de 5 filhos, a situação hoje é bem diferente e no futuro será ainda mais, como mostram essas pirâmides etárias baseadas em um estudo do IBGE. Para se ter uma idéia dessa evolução, para cada 17 brasileiros que nasciam em 1980, havia 5 brasleiros com 45 anos. Em 2030, para cada 17 brasileiros nascidos, haverá 17 brasileiros com 45 anos.



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O que o Senna não viu?


Muita gente se lembra exatamente o que estava fazendo quando o nosso grande ídolo Ayrton Senna sofreu aquele trágico acidente em 1994. O que poucas pessoas se dão conta, é das mudanças que passamos de lá pra cá, parece que não faz muito tempo, mas muita coisa mudou e em uma velocidade enorme. Você consegue imaginar que o Senna não viu um pendrive? É isso mesmo, um simples pendrive, algo que hoje já faz parte do nosso cotidiano, quase como uma peça de roupa essencial. Outras coisas como máquina fotográfica digital, celular com câmera, tv LCD, compras pela internet, iphone, ipod, Google, enfim...muita coisa já evoluiu e nós nem percebemos, e com certeza continuarão evoluindo mais rápido ainda. Há anos atrás, nossos pais gastaram uma nota preta para adquirir uma linha telefônica residencial. Lembram daquele telefone que vinha basicamente nas cores preta ou cinza, que era preciso discar girando o dedo no sentido horário? Pois é, hoje assistimos TV no celular...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Gerenciando os colaboradores Y

Essa matéria foi retirada da revista HSM Management, edição Setembro - Outubro 2008, e foi uma contribuição de Rafael Romanhol, gerente de remuneração.


O QUE OS ATRAI?

  • Seus critérios de decisão entre diferentes ofertas de emprego são:
    estabilidade, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e nível salarial adequado.
  • Valorizam e representam a diversidade.
  • Tendem a pensar no curto prazo. (lembre-se de que, como têm amplo acesso à informação, possivelmente têm várias alternativas a escolher.)

O QUE ESPERAM COMO REMUNERAÇÃO?

  • Para eles, remuneração está relacionada com resultados.
  • Geralmente têm expectativas de alta remuneração, para manter elevado padrão de vida.

O QUE OS RETERÁ?

  • Consideram fundamentais a responsabilidade individual.
  • Crêem mais na co-decisão do que na hierarquia.
  • Pedem flexibilidade de tempo e espaço para manter sua esfera privada.
  • Querem que seu estilo de vida e sua forma de enfocar o trabalho sejam respeitados.
  • Não é fácil despertar neles um sentido de fidelidade à empresa "para a vida toda".

EM QUE AMBIENTE DARÃO O MÁXIMO DE SI?

  • Comunicação: fluida e aberta.
  • Desenvolvimento profissional: oportunidades de aprendizado e desafios profissionais, mas sempre respeitando a esfera privada.
  • Clima: próximo, agradável, que estimule e premie a iniciativa.

O QUE OFERECEM ÀS EMPRESAS?

  • Alto nível de formação.
  • Iniciativa e criatividade.
  • Resultados.

ALGUNS ASPECTOS PARA REFLEXÃO

"A convivência de diversas gerações no mercado de trabalho, como hoje está acontecendo, implica, de saída, a necessidade de incorporar a inovação, a criatividade e a flexibilidade nas tarefas próprias da gestão de pessoas. Se a situação já não fosse complexa em si, uma análise mais profunda exigiria ter em conta outras variáveis que também afetam a questão:
Inegavelmente, a imigração influencia o mercado de trabalho e o aspecto socioeconômico de forma variada. Nos principais países europeus, podemos falar que uma geração de imigrantes já entrou na faculdade. Sua formação é totalmente diferente da dos estudantes da geração Y, portanto não se pode esperar deles as mesmas atitudes e pautas no âmbito profissional. As mulheres da geração X, que em grande medida entraram de forma maciça no mercado de trabalho e de modo relevante (mas não maciço) ocuparam postos de direção, fizeram-no sem modelos, na maioria dos casos. Essas profissionais abriram caminho, mas seguramente tiveram de pagar um preço alto, dedicando-se menos à família. As mulheres da geração Y provavelmente vão rechaçar esse modelo, e agora se fala de conciliação de agendas, igualdade e flexibilidade. Serão capazes de construir um novo modelo que concilie vida profissional e pessoal? E as grandes perguntas: que traços marcarão os integrantes da geração seguinte? O que vão aprender a partir da variedade de modelos, atitudes e comportamentos que compõem o meio sociocultural em que estão crescendo? Como a geração Y vai reagir se a –vamos chamá-la assim– geração Z desbancá-la antes do tempo, como ela fez com a geração X? "

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O que vem por aí??


Hoje já é comentado e estudado o perfil da Geração Z, a seguinte à geração Y. Se os Y surgiram junto com a Microsoft e acompanharam a evolução da tecnologia, quais mudanças podemos esperar no mercado de trabalho que futuramente receberá as crianças que hoje, já encontram uma malha tecnológica muito mais avançada, que a cada dia acessam e econtram mais canais de comunicação e informação com uma velocidade muito maior? ...

Mas afinal, quem é essa tal geração Y?


Os estudos sobre as gerações foi iniciado pela área de marketing com o objetivo de compreender o perfil dos consumidores, e poder lançar produtos que tivessem uma melhor aceitação para determinados públicos.
Como muitas inovações, tudo isso iniciou nos EUA e logo se espalhou para outros países, pouco tempo depois, a área de Recursos Humanos começou a se interessar pelo tema, já que esses consumidores também estão inseridos dentro de alguma organização, e as características de comportamento também se fazem presentes nas empresas...
E é por isso que hoje um dos assuntos mais comentados dentro das empresas, principalmente na área de RH, é o perfil das gerações. Bem, antes de falar da geração que dá o nome ao Blog, vamos entender um pouco as gerações anteriores à Y, são elas:
A geração Baby Boom, que recebe esse nome pois nesceram após o fim da segunda guerra, e nesse período, houve um grande incentivo nos EUA ao aumento da taxa de natalidade. Essa geração nascida de 1946 a 1964, (os anos variam um pouco entre autores) encontra dificuldades em compreender e até mesmo aceitar o comportamento da geração mais jovem, já que acabam entrando em conflito com seus próprios valores, especialmente no que se refere às relações formais e de hierarquia. Os BB entravam na empresa e se aposentavam nela, fidelidade à organização é uma característica muito forte dessas pessoas. Além disso, valorizam o status e a hierarquia, alcançar um cargo de destaque na organização sempre foi o sonho de consumo desses profissionais. Um grande marco dessa geração, foi a chegada da Televisão nas residências.
A geração X, os nascidos entre 1965 e 1977, é a geração que começa a conhecer o downsizing, a reestruturação dentro das empresas, já não é tão fiel, pois sabe que a sua cadeira não está mais garantida como era com a geração anterior. Isso faz com que esses profissionais procurem se atualizar e aprimorar seus conhecimentos. É uma geração marcada pela entrada da mulher no mercado de trabalho e já passou por muitas mudanças nas organizações, o que a deixa mais experiente e lhe dá um pouco mais de adaptabilidade a mudanças do que seus antecessores.
E a geração Y? Ah, essa sim é motivo de muito estudo, seja como consumidores ou como profissionais. A geração Y (os nascidos entre 1978 até a metade da década de 90), surgiu praticamente junto com a Microsoft, que foi fundada em 1975. Isso já explica boa parte do perfil dessa turma, que diferente de todas as outras gerações, tem muita habilidade com a tecnologia.
Os pais de um Y costumam se desesperar ao ver seu filho estudando algum livro, ao mesmo tempo em que a TV está ligada e o iPhone está tocando música em seus ouvidos..é difícil entender, mas essa geração que nasceu no meio da tecnologia, criou grande capacidade de assimilar informações simultâneas, como esse exemplo acima.
Esses jovens não lidam muito bem com a hierarquia, querem estar sempre próximos à liderança e não toleram a falta de reconhecimento pelo seu trabalho. O fato de crescer junto a um joystick de videogame, onde a cada etapa bem realizada passavam de fase no jogo, faz com que essa geração seja muito imediatista e queira tudo pra ontem, dizem que vão direto na sobremesa antes do prato principal. Embora não liguem muito para status, querem progredir na carreira em uma velocidade muitas vezes impossível nos moldes atuais do mercado de trabalho.
A flexibilidade, facilidade de adaptação em ambientes variados e a mudanças, faz dessa geração grandes "coringas" dentro das empresas, que lutam hoje pra fazer com que todas as gerações convivam da melhor forma possível, onde um BabyBoomer e um X saibam liderar um Y, ou que um Y não tenha problemas para liderar um X ou um BabyBoomer.
É importante ressaltar que esses perfis não rotulam as pessoas nascidas nessas épocas. O que faz, em geral, as pessoas possuírem tais características, é o fato de terem crescido em determinado ambiente sócio-econômico e cultural, que vai mudando com o tempo e formando o perfil comportamental de quem vive nesse ambiente.
Vamos falando mais...