quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os jovens e a Sustentabilidade

Surpreendentemente, de cada 10 brasileiros, 6 não fazem idéia do significado da palavra sustentabilidade. Essa é uma das muitas respostas que o Dossiê Universo Jovem, uma ampla pesquisa realizada pela MTV em 9 cidades com jovens pertencentes às classes ABC com idade entre 12 e 30 anos. É difícil acreditar mas a maioria dos entrevistados entende, erroneamente, que sustentabilidade se refere à maneira que uma pessoa se sustenta economicamente.
De acordo com a pesquisa, os assuntos que mais preocupam os jovens são a violência, o desemprego e as drogas. Apenas 20% desses jovens se preocupam com o aquecimento global e os efeitos da poluição. O que é ainda mais alarmante foram os dados pessoais coletados, que diferem muito do perfil das pessoas preocupadas com o meio ambiente. Vaidade, egocentrismo, acomodação e imediatismo foram constantes na avaliação dos jovens.
Os jovens, para efeito da pesquisa, foram divididos em 5 categorias:
Comprometidos - 17% - conhecem e valorizam as causas ambientais. Praticam seus conhecimentos cotidianamente e valorizam as empresas e produtos ecologicamente corretos.
Teóricos - 26% - depois dos comprometidos, são os que mais valorizam as causas ambientais. Têm muita informaçao e preocupam-se em nao jogar lixo nas ruas e economizar água e energia. Mas não estao dispostos a sacrifícios pessoais, como reduzir o uso do carro.
Refratários - 20% - é o grupo que menos valoriza as causas ambientais e que nao faz e nem pretende fazer nada em favor do planeta. Acreditam que a degradação do meio ambiente é um problema para ser resolvido pelas próximas gerações.
Intuitivos - 21% - não demonstram domínio do assunto ou consciência ecológica. Nesse grupo, a prática, quando acontece, é mais intuitiva. Acham que a linguagem que a mídia utiliza para falar sobre o assunto muito difícil.
Eco-alienados - 16% - são os que menos conhecem conceitos, fatos e acontecimentos relacionados a preservação do meio ambiente. São resistentes a reciclagem, não se preocupam com o futuro dos filhos e contribuem muito pouco para defesa do planeta.
É dificil acreditar que 57% dos entrevistados (refratários+intuitivos+eco-alienados) não têm a menor informação dos problemas mundiais que afetam o meio-ambiente. Pior que isso, além de não conhecerem, não têm a menos preocupação com o assunto.
Outro dado importante apresentado foi a forma que os jovens contribuem para a preservação do meio ambiente. 55% respondeu que não joga lixo em lugares públicos e tem nessa ação sua maior contribuição para o planeta. Apenas 21% se preocupa com a reciclagem, 23% com a economia de água e 10% se preocupa em poupar energia. O consumo consciente foi citado apenas por 3% dos pesquisados.
Com relação à sustentabilidade, o jovem brasileiro se preocupa com o desmatamento (27%), sendo que as principais fontes de informação sobre o meio ambiente são: televisão (71%), jornal (33%), internet (29%) e escolas e faculdades (28%). Porém, os jovens acreditam que a mídia poderia ser mais mobilizadora, trazendo mais notícias (39%) e publicidade (23%) sobre o tema.“Temos que fazer os nossos clientes patrocinar boas causas”, afirmou Mário Sérgio Cortela, filósofo e responsável por comentar a pesquisa.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Tecnologia cada vez mais presente na Educação

Nessa semana foi anunciada uma negociação que pode ser um marco para o modelo de educação no Brasil e como consequência no futuro do mercado de trabalho. O Ministério da Educação fechou a compra de 150 mil notebooks para serem utilizados em escolas públicas como mostrou uma reportagem do Jornal da Globo. Essa notícia nos dá a esperança de que em alguns anos, os jovens alunos que hoje não tem uma condição financeira favorável, estarão mais preparados para alimentar a mão-de-obra nacional que há alguns anos sofre com a deficiência de profissionais qualificados e praparados, é um primeiro passo para crescermos como pessoas, profissionais e como país.

O Ministério da Educação fechou nesta quarta a negociação que durou quase um ano. O modelo escolhido é de tecnologia indiana e custará menos de R$ 600.
Sete empresas disputaram a preferência do Ministério da Educação, determinada pelo preço e o modelo escolhido foi um de tecnologia indiana. Cada um vai custar R$ 553, tem acesso sem fio à internet, câmera de vídeo integrada, pesa 1,5 kg e trabalha com software livre. O custo do projeto, “Um computador por aluno”, vai ser de R$ 82,55 milhões. Os 150 mil computadores portáteis vão ser distribuídos entre 300 escolas públicas em todo o país. Cem mil professores estão sendo treinados pra se adaptar à novidade. E para que possam conduzir uma aula onde cada aluno vai ter seu próprio computador na carteira, ao invés de cadernos e livros. nesta primeira fase, menos de um por cento das escolas vão ser beneficiadas. “A meta é que um dia o Brasil possa ter em cada estudante da sua rede pública um computador móvel com um equipamento pedagógico pleno. Mas eu espero que uma década seja um bom período para o Brasil dar um salto que precisa na qualificação da sua educação”, fala Cezar Alvarez, coordenador geral de Inclusão Digital/MEC. A expectativa do Ministério da Educação é que o contrato de compra dos computadores seja assinado ainda este mês. Mas antes os equipamentos vão passar por uma avaliação para que o ministério verifique se estão dentro do padrão exigido. A idéia é que as escolas recebam os computadores durante o primeiro semestre do ano que vem.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Hierarquia x Geração Y




Comentei em um post anterior sobre a relação dos Y´s com as lideranças e a dificuldade que esses jovens possuem para lidar com a hierarquia. Mas por que existe essa "barreira" no comportamento dessa geração? Fazendo uma breve análise, podemos chegar a algumas conclusões:

1. A geração Y sem dúvida cresceu de forma diferente de outras gerações, eles cresceram com a mãe trabalhando fora, começaram na escola muito cedo e desde pequenos tinham uma agenda praticamente igual a de um executivo - natação, balé, inglês, futebol, etc...existia uma preocupação dos pais muito grande em dar para seus filhos tudo aquilo que não tiveram quando eram crianças.

2. Como os pais sempre trabalharam fora, surgiu um sentimento de culpa pela pouca convivência e isso mudou a relação entre pais e filhos, já que a hierarquia e a obediência já não eram mais tão marcantes devido a essa culpa pela ausência, o que fez com que o distanciamento hierárquico fosse quebrado.

3. Um Y começa a trabalhar quando já está na universidade e já possui milhares de horas de internet, televisão e informação, diferente de seus pais que, em geral, começaram suas vidas profissionais em funções mais baixas, onde para crescer na empresa era preciso subir vários degraus na linha hierárquica da organização, ou seja, a nova geração nunca passou realmente por uma relação forte de hierarquia, eles querem bater papo com o presidente da empresa, não enxergam essa distância que as outras gerações valorizam e apreciam, querem agregar valor ao negócio e saber que o trabalho deles faz diferença na empresa, isso sim é importante para eles.


Não é de se espantar que hoje um jovem quando completa 18 anos de idade entre em pânico com o alistamento militar obrigatório, por que será?

domingo, 14 de dezembro de 2008

A festa está acabando em Dubai?



Uma bateria de fogos de artifício marcou o ponto alto da cerimônia de inauguração de 20 milhões de dólares do Hotel Atlantis em Dubai, cuja construção custou simplesmente 1 bilhão de dólares. Luzes vermelhas e brancas iluminaram dezenas de guindastes de contrução, que viraram elementos habituais na paisagem local durante o boom de construção civil que já dura uma década. Mas o ritmo frenético de desenvolvimento em Dubai e no dos Emirados Árabes Unidos pode estar chegando a seu fim e a extravagância em lugares como o novo Atlantis, em um dos três arquipélagos de ilhas em formato de palmeira feitas pelo homem, pode tornar-se algo do passado. A crise financeira global está freando a construção, na medida que começam a se reduzir projetos de alto nível e iniciam a demissão de trabalhadores.
Embora a economia de Dubai não seja baseada somente na riqueza do petróleo, seus esforços para se tornar um grande centro de serviços na região do golfo, devem ser muito maiores com a queda do preço do chamado "ouro negro". A crise de crédito global e a incerteza dos investidores, estão fazendo com que haja uma acentuada queda de preços na habitação e na bolsa de Dubai, que perdeu quase 70% do seu valor nos últimos meses. Liderando as perdas, estão as companhias imobiliárias. A Emaar Properties, construtora do Burj Dubai (será o edificio mais alto do mundo e terá entre 160 e 190 andares, e a altura final entre 800 e 950 metros) já perdeu 75% do seu valor desde janeiro.
O setor imobiliário compõe cerca de 30% da economia de Dubai. Os preços dos apartamentos de classe média, dobraram desde janeiro de 2007, mas agora os agentes imobiliários dizem que alguns imóveis de luxo caíram nada menos que 50%. Antes da crise chegar, os apartamentos do Burj Dubai custavam em média 1,7 milhões de dólares.
Alguns especialistas dizem que antes da crise se podia comprar uma casa pela manhã e vendê-la de tarde, mas as vendas caíram cerca de 40% no último ano.
Qualquer um que nesse momento esteja em alta exposição e super alavancado, pode perder o seu negócio, já que muitos investidores estavam especulando sobre preços imobiliários graças ao crédito barato e aos preços elevados. Mas as instituições financeiras que permitiam que os compradores pagassem de entrada apenas 5% de uma casa há alguns meses, aumentaram esse valor para 50%. Há hoje em Dubai uma grande tentativa de tranquilizar os investidores, com a garantia de que o mercado vai se recuperar dentro de 3 ou 6 meses. Mas, por agora, a sensação vai de mal a pior, e a maior preocupação é a questão do petróleo, que é o catalisador de tudo que acontece por lá.
Fonte Gaceta.es




Foto aérea do edifício Burj Dubai, ainda em construção.





quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

The Office e o cotidiano das empresas


Uma das comédias mais criativas e divertidas dos últimos tempos, a série é cria do comediante Ricky Gervais, protagonista da versão original, sucesso na Inglaterra. E "The Office" não demorou para ganhar uma adaptação para a TV americana. Protagonizada pelo ótimo Steve Carell (conhecido anteriormente por seu papel no filme "O Virgem de 40 Anos"), a série mostra o dia-a-dia do escritório da empresa de papel Dunder Mifflin. Filmada como se fosse um documentário, "The Office" traz Carell no papel de Michael Scott, um chefe conhecido por suas piadas sem-graça e seu incrível dom de criar situações inconvenientes e extremamente constrangedoras entre seus funcionários - entre eles, o talentoso e simpático vendedor Jim, a recepcionista Pam, o estagiário Ryan e o puxa-saco Dwight, único fã dos comentários e atitudes de Michael. A exemplo da original britânica, a primeira temporada de "The Office" tem apenas seis episódios - todos adaptações dos ingleses. Em destaque estão "Diversity Day", em que um consultor tem dificuldades para lidar com as observações de Michael enquanto faz uma palestra sobre diversidade; e "The Alliance", em que o chefe sem-noção tenta fazer uma festa para levantar a moral da equipe, ameaçada por rumores de demissão - e claro que a festa é um fiasco...Só não se espante se, ao começar a assistir ao DVD, você perceber que, no fundo, você está rindo de personagens quase idênticos aos seus próprios colegas de trabalho.
Fonte Sériesetc.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A primeira grande crise a gente nunca esquece



Há mais ou menos 3 anos, principalmente no ano passado (2007), o número de investidores na bolsa aumentou exporadicamente. Estávamos até então, vivendo em tempos de mercado em alta, e com a Bovespa batendo récorde atrás de récorde , o que despertou o interesse de muita gente que nem se quer fazia idéia de como se aplicava na bolsa de valores. No fim de 2007, a bovespa já registrava mais de 135 mil novos usuários operando através de Home Broker (sistema que possibilita ao investidor encaminhar ordens de compra e venda de ações e de opções pela Internet), esse número é 117% maior do que em 2006. Segundo o economista Carlos Souza Barros em seu artigo publicado na Gazeta Mercantil no final do ano passado, dados da Bovespa consolidados em julho de 2007 indicavam que mais de 54 mil jovens entre 11 e 20 anos investiam na Bolsa. Apesar do número parecer pequeno, afinal vivemos em um país com cerca de 190 milhões de pessoas, o dado é significativo, já que se trata da segunda maior parcela de investidores da bolsa brasileira quando se fala em pessoa física. Ainda segundo a Bovespa, a campeã é a faixa entre 21 e 30 anos, com 66 mil investidores; a geração anterior - entre 31 e 40 anos - soma 57 mil pessoas; e os grupos entre 41 e 50 anos (49 mil) e mais de 50 anos (48 mil) já são superado pelos 'garotos', ou seja, os maiores investidores da bolsa fazem parte da geração Y. Ainda segundo o artigo, estamos falando de um público muito jovem, que inicia seus contatos com a indústria dos investimentos e que vê em sua conta seus primeiros rendimentos, muitas vezes em forma de mesada. Isso explica porque, mesmo em maior número, os jovens ainda 'comem poeira' atrás dos mais experientes: são responsáveis por menos de R$ 2 bilhões, num total de R$ 69 bi investidos por pessoas físicas na Bovespa – os investidores com mais de 50 anos detêm o maior volume: R$ 35,5 bilhões, ou mais de 51%. Mas porque tantos Y´s investiram na bolsa no ano passado? Talvez não seja apenas o fator internet, que é um grande facilitador nas operações de investimento, a resposta pode estar no fato desses jovens nunca terem perdido, ou seja, nunca passaram por uma crise econômica forte. No final da década de 80 quando o Brasil vivia um de seus períodos de maior inflação de nossa história recente, esses jovens ainda eram crianças e não viveram a plenitude desse turbilhão. E a crise de 1929? Essa nem se fala, só foram vistas nos livros de história na época do colégio, e tidas como um fato impossível de ocorrer nos tempos de hoje, era coisa de quem não sabia administrar naquela época. Pois bem, hoje enfrentamos uma crise maior do que a de 1929, a grande diferença é que naquela época o caos foi muito maior pois o governo não interveio, e dessa vez o mundo inteiro se uniu para tentar conter a crise internacional.
Sem dúvida os anos de 2008 e 2009 ficarão marcados na história como a primeira grande crise financeira que a geração Y terá enfrentado, resta saber se isso mudará o comportamento desses potenciais investidores, mas uma coisa é certa, isso tudo deixará essa geração mais experiente e crente de que as crises existem.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vai uma vaga aí?

O que parece essa imagem? A entrada de um show dos Rolling Stones? Madonna?
Nada disso, essa multidão aguarda a abertura de uma feira de empregos na província chinesa de Henan. Aproximadamente 30 mil empresas no país oferecem 400 mil vagas para candidatos graduados. Em novembro, o Banco Mundial revisou para baixo a estimativa de crescimento da China, projetando um avanço de 7,5% para 2009. Tirando o fato da China ser o país mais populoso do mundo, com cerca de 1 bilhão e 300 milhões de pessoas, onde qualquer "reuniãozinha" pode atrair uma enorme quantidade de gente, é interessante vermos que apesar da crise, o mercado de trabalho na China parece aquecido em comparação com outros países.
Fonte G1 (foto: Reuters)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Fusões e Aquisições mexem com o mercado


É cada vez mais comum o processo de fusões e aquisições no Brasil. A mais recente aquisição aprovada envolve duas grandes empresas do mercado de Telecom, que segue uma forte tendência de redução no número de empresas existentes. Os analistas dizem que ainda teremos cerca de 3 grandes empresas de telecomunicações no país, que oferecerão completa convergência entre fixo e móvel com serviços de voz e dados. Essa é uma tendência não só do mercado de telecom, como do mercado financeiro e seus bancos, vide a recente união entre Itaú e Unibanco. Com a crise mundial, alguns outros setores prometem aquecer os processos de fusões e aquisições em 2009, já que ativos mais baratos serão bastante atraentes, principalmente nos setores de Etanol, Imobiliário e de Educação, além do próprio setor Financeiro que já vem mostrando isso nesse fim de ano.